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o grupo de estudos *a fouce organiza, para este sábado, um encontro com o doutor catalám Oriol Martí. este médico, militante independentista, tem exercido como professor em várias universidades, preocupado por pór a Ciência da Saude em relaçom com as suas implicaçons sociais e económicas, dumha optica marxista. é, de feito, um dos investigadores pioneiros da questom das drogodependências.

a palestra, e o posterior debate, seram na livraria Couceiro de Compostela, na Praça do Pam, desde as 18:00h deste sábado 13 de junho.

Nesta sexta-feira, 13 de março, organizamos umha tertúlia, na linha de recuperarmos umha outra memória dos movimentos e a militáncia do Pais, ao traves d@s militantes de base e a sua experiência pessoal.

Nesta ocassom falaremos com Manolo Bello, concelheiro nacionalista em Mesia, ao redor da experiência militante no rural, e mesmo do papel que o trabalho institucional pode jogar em vilas e concelhos, diferente ou nom do institucionalismo de gestom das cidades.

A cita é no Centro Social A Fouce, em Bertamirans, às 22:00 da noite.

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há buses de compostela a bertamirans, com saida às 21:45 da estaçom, e parada na avda. mestre mateu (à altura da faculdade de políticas). tamém a essa hora, sae um outro bus dende a rua da rosa. Para voltar, às 23:30 ou à 1:30 hà buses desde lá.

do grupo de estudos *a fouce já andamos a preparar novos encontros nos que achegarmo-nos criticamente à actual, tam cacarejada e espectacularizada crise económica, procurando separar grao de palha para identificar as razons e albiscar as possiveis alternativas de futuro. para isso, estamos a preparar umha tertúlia a respecto do esgotamento energético e as conseqüências no capitalismo finanacieiro. umha outra tertúlia em preparaçom há centrar-se em experiências e propostas encol de diversas formas e focagens para umha vida no rural a dia hoje.

amais, polo maio do ano vindeiro, o militante catalam Oriol Martí (1), doutor que tem trabalhado de há já anos especialmente o tema das drogodependências, com énfase nas razons sociais e sicológicas da dependência, estará no pais convidado por nós para oferecer umha palestra e debate com a temática «capitalismo e saude mental».

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1.- o grupo de estudos tem editado num dos seus cadernos o texto A drogodependência: um obstáculo real para a autodeterminaçom dos povos, de autoria do doutor Martí.

… ou como afrontar a crise.

o grupo de estudos *a fouce organiza para esta sexta, dia 24 de outubro, um encontro com participantes de VigoTroca, a Rede de Troco da Corunha e o Banco de Tempo de Lugo. será às 19:00 h, no serám, no CSC A Trisca (Corredoira das Fráguas, 92, no bairro de S. Pedro; mapa aqui), em Compostela.

A ideia é conhecermos o funcionamento destas redes de gestom nom monetária de recursos, a fim de analisar qual é a sua utilidade real e até que ponto suponhem ou nom umha alternativa à hegemonia da economia de mercado e a propriedade na gestom dos nossos recursos materiais e inmateriais.

O próximo encontro do grupo de estudos, a celebrar-se na vindoura Sexta feira 9 de março, há centrar-se na análise da denominada «teoria crítica do valor», da que já tratavamos num texto publicado neste blogue. Junto a essa introduiçom, achamos significativos três textos dos próprios elaboradores deste pensamento, de jeito que ficam como documentos para a sessom:

- Apontamentos sobre a «teoria crítica do valor»

- Democracia, que arapuca!, de Anselm Jappe

- A falta de autonomia do Estado e os limites da política: quatro teses sobre a crise da regulação política, e Antieconomia e antipolítica. Sobre a reformulação da emancipação social após o fim do «marxismo»; ambos dous de Robert Kurz

A sessom encomeça às 22:00, e terá lugar no no Centro Social ‘A Fouce’, situado na Praça de Chaviám de Bertamiráns, no Val da Amaia.

 

(Achegamos mais um texto, especialmente interessante para o debate que estamos a manter sobre a questom organizativa. Da autoria de militante libertário catalám Miquel Amorós)

Dous tipos de luta aparecem face à devastação do ambiente social e a degradação das comunidades.

Um aposta por reconstituir a comunidade à margem da ordem social dominante enfrentando-se a ela; o outro tenta actuar dentro servindo-se das instituições, à procura de objectivos limitados mediante a negociação. Estamos perante a velha alternativa entre Reforma e Revolução. Os partidários das reformas e do diálogo com a ordem estabelecida opinam que não se devem opor as melhoras quotidianas obtidas nos gabinetes às metas finais perseguidas na rua; ao fim e ao cabo a meta, seja qual for, não importa nada; o logro constante de reformas é tudo. Os partidários da liquidação social pensam o contrário: que o fim é tudo, que as reformas não são possíveis nas condições actuais de desenvolvimento capitalista e que não se podem conseguir objectivos por mínimos que sejam a não ser após duras lutas e amplas mobilizações. Também, ao fim e ao cabo, entre as lutas por deter os efeitos catastróficos do desenvolvimentismo e a reconstrução de uma sociedade livre onde o ser humano seja a medida de todas as cousas, existe um laço indissolúvel: as lutas são o meio, a humanização da sociedade é o fim.

A controvérsia entre os métodos institucionais e a acção directa de massas não é, portanto, uma simples questão de táctica, porque está em jogo a própria existência dos movimentos de luta contra a contaminação e a degradação como movimentos reais de transformação social. São métodos que não se podem combinar: ora escolhemos a via da pressão institucional e aceitamos as regras do jogo político, ora não aceitamos e escolhemos a via da alteração da ordem. A forma em que a ordem se altera depende do momento; na assembleia o novo grão rompe a casca, quer dizer, o movimento de lutas encontra a sua própria rota e a adequada expressão. Pelo sistema de assembleias -o único verdadeiramente democrático- o movimento de lutas pode converter-se num poder municipal paralelo e disso é precisamente do que se trata; pelo sistema de plataformas cívicas, o movimento não passará de ser um complemento secundário da política, a pano de fundo das discussões sobre o nível tolerável da destruição.

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(Presentamos a seguir o primeiro texto do nosso grupo de estudos)

 

APONTAMENTOS SOBRE A TEORIA CRÍTICA DO VALOR

 

Tentaremos fazer umha breve síntese da conhecida como ‘teoria crítica do valor’; umhas pequenas pinceladas que nos ajudem a aproximar-nos ao núcleo central de um pensamento que tem a sua origem no grupo alemão Krisis, e que desenvolve novas teses para a esquerda desde os inícios da década de 90. Ainda que a produçom deste colectivo está tremendamente condicionada por Robert Kurz, existem outros teóricos de relevo como Anselm Jappe. Faremos por analisar colectivamente esta corrente, e assinalar no possível as diferenças internas que eles mesmo exteriorizam.

 

Surgido no interior mesmo dos debates marxistas, o grupo aginha supera as suas chaves fundacionais para, polas suas próprias palavras, ‘radicalizar a crítica’. Estamos ante umha corrente que felizmente nom se deixa categorizar em nenhuma das qualificações ao uso no seio da esquerda, combatendo quase por igual todas as velhas tendências (do leninismo ao anarquismo) e apontando à necessidade de umha nova teoria social de sólidos fundamentos superadora de todas as modas de conjuntura (negrismo, cidadanismo, comunitarismo). Se tivermos que procurar umha certa génese intelectual (que eles nem sempre confessam) remontariamo-nos a Guy Debord e os situacionistas, mas mesmo eles som alvo das críticas de Krisis. Por palavras de um dos seus membros, esta é atitude fundacional parte de que

 

A crítica teórica era umha espécie de contemplaçom do passado, umha análise interminável do pensamento de outros marxistas. (…) Krisis dispunha-se a retomar questões centrais, mas sem se preocupar muito com a tradiçom de pensamento. Tratava-se de recomeçar a pensar os assuntos mais fundamentais, rompendo com os temas da esquerda tradicional e da esquerda radical.

 

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